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Em 2007,
com um volume de ações bastante significativo e
importante, que resultou na conquista de visibilidade
internacional da associação, tomamos a decisão
de profissionalizar nosso trabalho e passamos
a contar com a atuação da Íria representando a
Diretoria Executiva. Contratada para este fim específico, ela contribui muito para o momento de transição com a imprevista saída do Paulo, assim
os processos puderam transcorrer sem descontinuidade.
Nossas ações e metas foram aprovadas
na assembleia de dezembro e revalidadas por ocasião da nova assembleia, na qual fui constituído
presidente no dia 16 de março. O momento atual é
o de consolidar nossas ações, sermos ágeis frente
aos novos desafios e oportunidades, vencer a crise
e trabalhar para a melhoria dos processos administrativos
e de inter-relacionamento com nossos
associados, entidades e a ações para o fortalecimento
da construção industrializada no Brasil.
Poderia exemplificar o que seria a agilidade
frente aos novos desafios e oportunidades?
Iniciamos o ano com novos horizontes e propostas
de atuação. Temos hoje forte demanda para
atuar em habitação e estamos em contato com o
CDHU para viabilizarmos nossa atuação em Habitação
de Interesse Social. Embora alguns
de nossos
associados já estivessem atuando de forma
isolada em projetos específicos, a necessidade
fez com que nos organizássemos rapidamente
para avaliar um tema em que nossa atuação
como setor ainda não era expressiva. A partir desse
fato, instalamos o Comitê Habitacional, que
está bem detalhado no início desta edição. Além
da questão do CDHU também há o recém lançado
Programa Habitacional do Governo Federal, que traz
ênfase ao setor uma vez que o caminho passa pela
industrialização da construção civil.
Como observa o relacionamento da Abcic
com outras entidades afins?
O ambiente associativo é de extrema importância
para um determinado segmento, pois gera diálogo,
novas ideias surgem e se transformam em projetos,
metas e consequentemente os objetivos são alcançados.
A força de uma associação por si só possibilita
muitas conquistas. Quando atuamos em parceria
com outras entidades, como por exemplo ABCP,
IBRACON, ABECE entre outras, ampliamos nossas
fronteiras, tratamos de assuntos comuns com maior
eficácia e a força desta união faz com que possamos
contribuir não somente
para esse segmento, mas
em prol da engenharia nacional. Também se torna
importante alinharmos nossos conceitos dentro de
um mesmo contexto. Além do relacionamento com
as entidades nacionais que citei, existem as internacionais,
como o PCI, a British Precast Association
e a Fib. Hoje na Fib, temos dois representantes no
Comitê de Pré-fabricados (fib Comission 6) e está em andamento o desenvolvimento do Manual de Lajes
Alveolares desta entidade.
Ao mesmo tempo, estamos
revisando a norma para esse produto no Brasil, contribuindo para o trabalho realizado lá fora e trazendo
para cá o mesmo nível de discussões sobre
o tema. Isso passa a ser uma tratativa globalizada
e certamente nos coloca em um patamar mais elevado.
Nossa visão a cerca de diversos temas, não
somente técnicos como citei, está sendo ampliada a
medida em que passamos a abordar diversos temas
num contexto mundial. As ações precisam ser locais,
mas pensamos de forma globalizada.
Na Assembleia em dezembro, o senhor comentou
sobre a importância para o setor em
consolidar os indicadores de desempenho,
poderia discorrer mais sobre o tema e quais
são suas expectativas?
Precisamos com urgência consolidar os Índices de
Desempenho do setor. A colaboração de todos os
associados é muito importante, sem a qual não
teremos dados consistentes. Essas informações
são fundamentais para demonstrar ao mercado a
força do setor, a capacidade instalada, a de geração
de empregos, consumo de matérias primas,
etc. Dessa forma temos uma força ainda maior de
atuação. Aproveito esta entrevista para conclamar
aos associados que ainda não participam, que integrem
o grupo, e que todos os que já fazem parte possam efetivamente alimentar o sistema.
Para traçarmos estratégias consistentes precisamos
saber a nossa performance e inclusive
estabelecer comparações com os demais
países. Gostaria de ressaltar ainda que além
da questão dos índices de desempenho temos
dois outros grandes desafios: abranger
com as nossas ações todas as regiões do
Brasil de forma a agregar mais associados e
atuar de maneira que todos possam participar
e também incentivar as certificações dos níveis
II e III do Selo de excelência Abcic.
Como analisa o envolvimento da pré-fabricação
com a arquitetura, acredita que eles
estão cada vez mais ligados?
A industrialização da construção civil é mais
do que uma tendência, é uma realidade. Estamos
vivendo no Brasil um momento em que
as autoridades governamentais e também a
iniciativa privada estão conscientes de que
precisamos produzir empreendimentos sustentáveis
com alta produtividade. No meio
técnico, cada vez mais se discute o conceito
de coordenação modular que funcionou na
Europa do pós-guerra e também nos Estados
Unidos.Adotar esse conceito é possibilitar a
agilidade, a qualificação de mão de obra e a
redução de desperdícios. Por outro lado, já não
existe mais o paradigma de que a utilização
de pré-fabricados de concreto impossibilita
a liberdade de criação dos arquitetos, sendo
assim, creio que cada vez mais encontraremos empreendimentos que utilizam este sistema
construtivo. Estamos promovendo juntamente
com o IAB e com o apoio da ABCP (Associação
Brasileira de Cimento Portland) o Prêmio para
estudantes de Arquitetura, visando despertar
os futuros arquitetos para esta possibilidade.
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