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Brasil começa 2021 melhor posicionado em infraestrutura

O Brasil terminou 2020 melhor posicionado em 4 quesitos que o ajudam a avançar no ranking global de competitividade. O crescimento aconteceu no setor de infraestrutura de transportes. A eficiência dos serviços aeroviários teve um salto de 18 posições (de 85º para 67º) seguida da eficácia dos serviços portuários, que ganhou 13 colocações (104º para 91º). A qualidade das rodovias brasileiras melhorou 8 postos (116º para 108º) assim como as ferrovias, que avançou uma posição (86º para 85º).  

No Brasil, a pesquisa para o ranking global de competitividade é conduzida pela Fundação Dom Cabral e serve para abastecer os dados do Fórum Econômico Mundial, onde são avaliados 141 países. De acordo com o professor Carlos Arruda, diretor do centro de inovação e empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, e responsável pelas análises, o debate sobre infraestrutura é fundamental para que o país avance em pautas relevantes para a economia e para a sociedade. 

Segundo o secretário-executivo do ministério da Infraestrutura (MInfra) Marcelo Sampaio, os dados demonstram que há foco nos objetivos traçados. “Estamos trabalhando para melhorar os índices de produtividade e reduzir os custos logísticos, por meio da oferta de infraestrutura de transportes integrada, moderna, segura e eficiente. Sabemos que para atrair investimentos precisamos atuar de forma mais proativa no sentido de melhorar a competitividade nacional”, enfatiza. 

A atuação do ministério da Infraestrutura foi decisiva para que o Brasil avançasse posições no ranking de competitividade. Em 2020, o MInfra entregou 85 obras. No setor rodoviário, foram 1.259 quilômetros, incluindo a nova Ponte do Guaíba, no Rio Grande do Sul; a duplicação de 43 quilômetros da BR-381, em Minas Gerais; 50 quilômetros da BR-101, na região nordeste; 37 quilômetros da BR-419, no Mato Grosso do Sul, e 32 quilômetros de pavimentação da Transamazônica (BR-230), no Pará. 

Além das obras rodoviárias, o MInfra também concluiu a ampliação dos aeroportos de Foz do Iguaçu–PR, Fortaleza–CE e Campo Grande–MS, além de entregar um novo terminal de embarque no aeroporto de Navegantes–SC. Foi concluído também o cais de Atalaia, no Porto de Vitória–ES, e outros 6 portos de pequeno porte na região amazônica. O ano de 2020 foi fechado com a concessão de 12 ativos de infraestrutura. Com destaque para os arrendamentos de terminais portuários em Santos-SP e a renovação antecipada dos contratos das ferrovias Malha Paulista, Vitória-Minas e Carajás.  

Isso representa investimento privado superior a 30 bilhões de reais, o que equivale a mais de 3 vezes o orçamento do MInfra do ano passado. “Vamos avançar ainda mais em 2021. Será um ano muito forte em termos de realização de concessões, arrendamentos e desestatizações“, afirma o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

Veja balanço do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, sobre as obras em 2020 e projeções para 2021  

Matéria publicada no Massa Cinzenta