Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Construcarta Nível de Atividades: Atividade supera patamar pré-pandemia

Em outubro, a confiança do empresário da construção (ICST) alcançou seu melhor resultado desde março de 2014. Os dois componentes do indicador de confiança – o Índice de Situação Atual e o Índice de Expectativas já superaram muito o patamar que se encontravam em fevereiro, o que significa que a confiança setorial se recuperou impulsionada pela percepção mais favorável tanto em relação ao ambiente de negócios corrente quanto dos próximos meses.

Vale ressaltar especialmente as expectativas otimistas, que sinalizam uma percepção de continuidade do crescimento dos negócios observado atualmente pelos próximos seis meses.

A Sondagem da FGV de outubro introduziu questões especiais para identificar os fatores que estariam influenciando as expectativas positivas. A consolidação da recuperação do setor foi o item mais assinalado. Ou seja, um ciclo virtuoso estaria se formando, na medida em que a melhora dos negócios alimenta o próprio ciclo setorial, que, por sua vez, vai ter reflexos na economia como um todo.

O segundo item mais assinalado pelas empresas da construção são as perspectivas de retomada da economia mundial. E para as empresas de Edificações, naturalmente as baixas taxas de juros têm importância acima da média setorial, surgindo como o terceiro item mais assinalado.

Apesar do clima otimista captado pela Sondagem de outubro, a pesquisa também apontou as dificuldades que as empresas estão enfrentando. A principal delas continua sendo Demanda Insuficiente. O item que já chegou a ter mais 60% das assinalações em abril, alcançou em outubro 44%. Isso indica que a confiança setorial está em alta, mas o mercado ainda está distante de recuperar o patamar alcançado na sua fase ascendente registrada entre os anos de 2010 e 2013. Especialmente para as empresas de infraestrutura, as dificuldades com a demanda são maiores.

Com a retomada surgiram novas limitações, destacando-se a alta dos preços e a escassez dos materiais. No segmento de Edificações, o custo dos materiais foi o segundo item mais assinalado pelas empresas. O gráfico a seguir mostra a relação direta com o aumento expressivo da cesta de Materiais e Equipamentos do INCC-M, que em outubro registrou variação de 13,77% em 12 meses, o que foi a maior taxa desde fevereiro de 2009.

Finalmente, o aumento de ritmo da atividade também está se refletindo no mercado de trabalho formal. As admissões desde junho têm superado as demissões e o saldo líquido do ano até setembro já é superior a 100 mil postos, o que coloca a construção junto com a agropecuária na geração de empregos no ano. Com as expectativas em alta, as empresas sinalizaram na sondagem que continuarão contratando.

Leia a íntegra da análise realizada pela FGV em parceria com o SindusCon-SP aqui.

Matéria publicada no Sinduscon-SP