Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Construcarta Nível de Atividades: Preços dos insumos pressionam custos setoriais

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 1,15% em setembro, ante um percentual de 0,82% em agosto. Essa é a maior taxa mensal desde junho de 2016.

No entanto, há uma diferença importante na origem do aumento de setembro na comparação com 2016, quando a maior contribuição para a elevação veio da mão de obra. Em setembro, o índice referente à Mão de Obra variou 0,06%, o de Serviços, 0,13%, enquanto o índice relativo a Materiais e Equipamentos, aumentou 2,97%.

Desde maio, os aumentos da cesta de Materiais e Equipamentos têm se mantido acima de 0,5%, com aceleração nos dois últimos meses, o que levou a alta acumulada no ano a atingir 8,98%. Com esse resultado, o componente, que representa 37% dos custos setoriais, respondeu por 71% do aumento do INCC-M no ano (4,57%).

Os maiores aumentos foram registrados nos Materiais para Instalação. Nesse grupo, destacam-se os condutores elétricos e os tubos de PVC, com aumentos no ano de 31,75% e 19,74%, respectivamente. Mas são os Materiais para Estrutura, por terem peso maior nos custos, que influenciam mais o resultado do índice em 2020. O cimento e o tijolo acumulam altas de 18,64% e 13,79%, nessa ordem. Esses insumos, além do peso expressivo dentro do custo setorial, estão na fase inicial das obras e reformas realizadas pelas empresas e famílias. Assim, os aumentos muito concentrados em poucos meses tendem a pressionar mais os orçamentos.

Vale notar que as obras começam a recuperar o ritmo do período pré-covid. Entre as empresas de Edificações Residenciais, a Sondagem da Construção da FGV de setembro apontou que a percepção dominante é que a Situação Atual dos negócios (ISA) já está melhor que em fevereiro. No entanto, a Sondagem de setembro também revelou um percentual recorde de assinalações no custo da matéria-prima como uma dificuldade para melhoria dos negócios. Na verdade, foi o maior registro da série histórica iniciada em julho de 2010 e já representa a terceira principal limitação para os empresários.

A íntegra da análise realizada pela FGV em parceria com o SindusCon-SP está disponível aqui.

Matéria publicada no Sinduscon-SP.