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Em 2021, financiamento imobiliário bate novos recordes

Balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal sobre o desempenho do financiamento imobiliário no 1º trimestre de 2021 mostra que os recordes alcançados em 2020 tendem a ser superados este ano. O banco concedeu quase 29 bilhões de reais em empréstimos para a aquisição da casa própria e assinou 134.800 novos contratos, entre janeiro, fevereiro e março. O volume é 35,5% superior ao concedido no mesmo período do ano passado.  

A Caixa também financiou a construção de 562 empreendimentos no 1º trimestre, o que coloca 68.900 novas unidades em produção. O número é 48% maior que o apurado no mesmo período de 2020. Atualmente, o banco financia mais de 7 mil novas obras habitacionais, que resultam em 940.000 unidades em construção. O volume gera 212.600 postos de trabalho diretos e indiretos na construção civil.  

Para o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o desempenho do 1º trimestre confirma que o segmento imobiliário é o “coração da Caixa”. O dirigente também assegura que os juros do financiamento da casa própria não acompanharão as altas da taxa Selic, porque a modalidade com taxa fixa leva em consideração a curva longa de juros e não a de curto prazo. “A vida média de crédito imobiliário da Caixa fica em torno de 8 anos. Só vamos elevar os juros se houver expectativa de taxas longas superiores às atuais”, assegura. 

O banco oferece modalidades pré-fixadas e pós-fixadas de crédito imobiliário – essas são corrigidas pela poupança, pela inflação ou pela TR (Taxa Referencial). “A que é corrigida pela poupança é diretamente influenciada pela taxa básica, porque a modalidade rende 70% da Selic, quando a taxa básica está abaixo de 8,5%. Em relação à taxa atrelada pela TR, que hoje está em zero, pode ter uma variação na parte fixa se houver aumento contínuo, mas não estamos discutindo isso no momento”, completa Pedro Guimarães. 

Caixa afirma ter estoque de 3 anos para o crédito habitacional, e espera crescer mais 
Com o resultado do 1º trimestre, a carteira de crédito habitacional da Caixa, que mede o estoque de empréstimos, atingiu 514 bilhões e 100 milhões de reais. O banco continua como o maior financiador da casa própria no Brasil, concentrando 68,5% do mercado, e, de acordo com Pedro Guimarães, não faltarão recursos para o crédito imobiliário. “Temos aproximadamente 400 bilhões de reais em poupança e 500 bilhões de reais em crédito imobiliário. Como parte da modalidade é feita com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) temos uma sobra de cerca de 150 bilhões de reais. Ainda temos muito espaço para crescer e não faltará fonte de recursos por pelo menos 3 anos”, diz. 

O Banco Central estima que, além da Caixa, as outras instituições financeiras também seguirão ofertando financiamento imobiliário em volume maior que em 2020. A projeção é de crescimento de 11%, na comparação com o ano passado. Outra perspectiva é de que a taxa de inadimplência também continue baixa. Em 2020, a carteira habitacional da Caixa para pessoa física encerrou o ano com 1,28% dos contratos inadimplentes.

Matéria publicada no Massa Cinzenta