Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Estudo sobre evolução do preço de insumos contou com a participação da Abcic

Em live da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a economista Ana Castelo, coordenadora de projetos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), mostrou um estudo sobre a evolução dos preços dos insumos na construção, que contou com o apoio e participação da Abcic, da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) e foi coordenado pela CBIC. 

Foram avaliadas as variações de preços de 15 insumos no período de janeiro de 2018 a fevereiro de 2021, sendo que os materiais que mais sofreram aceleração dos valores foram vergalhões de aço – líder do ranking -, tubos de PVC e cabos elétricos.

Segundo o levantamento, de junho de 2020 a fevereiro de 2021, período da pandemia, a elevação do vergalhão de aço foi de 76% acumulado. O aumento das cordoalhas foi de 33,2% e do aço plano, de 61,3%. O cimento chegou a 26,1%.

Para Ana Castelo, economista da FGV, o aumento dos custos em curto período foi expressivo e imprevisível, o que tem causado grandes desarranjos organizacionais e atingido contratos em andamento. A elevação dos custos ainda vem impactando no início de novas obras, cujos orçamentos se tornam defasados rapidamente.

O levantamento foi contratado pelas entidades, diante de um cenário de dificuldades e contínuo aumento de preços. A engenheira Íria Doniak comentou sobre os impactos na indústria do pré-fabricado e a importância de as entidades estarem fortalecidas e reunidas para abordar temas como este e falar uma mesma linguagem, entender as dificuldades e executar um trabalho que beneficia todo o setor. Ela ressaltou algumas ações que vem sendo tomadas em conjunto com a CBIC e também a importância da transparência nas informações.

Ela comentou ainda sobre como o trabalho realizado atende a máxima “pensar globalmente e agir localmente”. “Globalmente, estão os contextos das commodities, importação, exportação, enfim, algumas situações que originaram a alta desses preços. Localmente, vimos como isso tem afetado o país e as regiões. Essa união possibilitou abranger todas as tecnologias e sistemas construtivos que são aplicados no país”.

Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura da CBIC e líder do grupo de trabalho , ressaltou que no campo das obras públicas, a legislação brasileira deixa claro o que configura imprevisibilidade, mas não diz como fazer o reequilíbrio dos contratos. O presidente da CBIC, José Carlos Martins, que conduziu o debate, destacou que pretende dar continuidade ao estudo realizado pela FGV/IBRE sobre a evolução dos preços dos materiais e ampliá-lo inserindo dados regionais.

Participaram também do debate, Ieda Vasconcelos, economista da CBIC; Maurício Farace Corrêa, coordenador de projetos da FGV/IBRE; Ricardo Fortini, vice-presidente do Sinicon; e  Alexandre Schmidt, presidente da ABCEM.