Associação Brasileira da Construção

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FGV: Confiança dos empresários da construção segue em ligeira queda 

Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 0,5 ponto em fevereiro para 92 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice declinou 0,6 ponto.

A pontuação do indicador vai de 0 a 200, sendo que a partir de 100 denota otimismo. A edição de fevereiro da Sondagem Nacional da Construção da FGV coletou informações de 673 empresas entre os dias 1º e 22 deste mês.

De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, “além das expectativas, a percepção em relação ao ambiente atual dos negócios vem se deteriorando. Esse movimento não está relacionado a uma perda de fôlego da demanda, pelo contrário, a sondagem aponta que a preocupação dos empresários com a demanda insuficiente diminuiu nos últimos 12 meses. Por outro lado, o aumento dos preços dos materiais de construção tem limitado a melhora dos negócios, refletindo na confiança do setor.”

Desaceleração 
O Índice de Confiança da Construção, que havia superado o patamar pré-pandemia e registrado seu melhor resultado desde 2014 em outubro de 2020, não se sustentou e vem desacelerando.

A queda da confiança no mês reflete a piora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento presente e a redução das expectativas em relação aos próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) recuou 0,5 ponto, ao passar de 90,5 pontos para 90 pontos. A queda do ISA-CST foi influenciada exclusivamente pela piora do indicador de situação atual dos negócios, que diminuiu 1 ponto, para 91,5 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu pelo quarto mês consecutivo, passando de 94,6 pontos para 94,1 pontos, um recuo de 0,5 ponto. A queda de 1,9 ponto do indicador de tendência dos negócios foi o que mais contribuiu negativamente para a piora do IE-CST, já que o indicador que mede a demanda prevista subiu 0,9 ponto neste mês.

Melhora no imobiliário 
A queda na confiança das empresas em fevereiro não foi disseminada por todos os segmentos. Houve melhora da atividade no mercado imobiliário. Na comparação com 2020, a percepção em relação ao momento atual (ISA) mostra um cenário mais favorável para Edificações Residenciais.

Em Preparação de Terrenos, um segmento antecedente da atividade, a melhora na percepção corrente foi ainda mais expressiva. “Por outro lado, vale destacar a deterioração das expectativas das construtoras da área habitacional, sinalizando dificuldades para a continuidade da retomada”, observa Ana Castelo.

Utilização da capacidade 
O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção caiu 0,7 ponto percentual (p.p.), para 73,3%.

O resultado negativo deveu-se à diminuição de 0,9 p.p. do Nuci de Mão de Obra, para 74,5%, enquanto o Nuci de Máquinas e Equipamentos subiu 0,5 p.p., para 67%.

Matéria publicada no Sinduscon-SP