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No mundo, 150 cidades inteligentes estão em construção

Levantamento da revista Forbes aponta que 150 cidades inteligentes estão em construção no planeta. A lista leva em conta projetos lançados na década passada (2011-2020) e que buscam revolucionar o jeito de viver em meios urbanos. As obras acontecem em 40 países, mas as nações localizadas no Oriente Médio e na Ásia lideram o movimento, que se expande também pela África e pela América Latina.

Na Nigéria, por exemplo, está em construção um dos projetos mais ousados: a Eko Atlantic. Para viabilizar a obra foi necessário fazer um aterro que movimentou 95 milhões de m³ de areia, sobre o Oceano Atlântico. A cidade também é cercada por uma muralha de 8 quilômetros de extensão, que recebeu 100 mil blocos de concreto do tipo accropode. O objetivo é blindá-la de tsunamis. 

No Equador, avança o projeto da Yachay Tech. O propósito é erguer uma cidade universitária focada na pesquisa tecnológica e na inovação científica. A execução da obra começou em 2012 e a previsão é que seja concluída em 2040. Nada, porém, se compara ao projeto NEOM, em construção na Arábia Saudita. Com investimento de 500 bilhões de dólares, os sauditas querem transformá-la no “Vale do Silício” do Oriente Médio. A pretensão é que seja um polo avançado de pesquisas voltadas à energia renovável, à biotecnologia e à mídia. 

Será a maior cidade inteligente do mundo. Localizada na província de Taruk, às margens do Mar Vermelho, NEOM ocupa uma área 33 vezes maior que Nova York, nos Estados Unidos. Dentro delas serão construídas outras 16 cidades inteligentes, que funcionarão como satélites da metrópole. Entre elas, a mais ousada é a The Line. O projeto lançado no começo de 2021 prevê uma cidade linear, com extensão de 170 quilômetros. Nela não haverá espaço para nenhum veículo movido à combustão. O pedestre, as bicicletas e os transportes públicos elétricos terão 100% de prioridade. 

Grandes corporações também entram nesse concorrido mercado imobiliário  
Paralelamente à NEOM, a Arábia Saudita constrói a King Abdullah Economic City. Os países árabes competem entre si por projetos de cidades inteligentes. Os Emirados Árabes Unidos estão finalizando dentro da região metropolitana de Abu Dhabi a inovadora Masdar, cuja meta é viabilizar o primeiro centro urbano do mundo com emissão zero de carbono. Já o Catar acelera a execução da cidade de Lusail, que será o principal legado urbanístico da Copa do Mundo Fifa 2022.

Mas há também cidades inteligentes bancadas por grandes corporações. A Toyota lançou recentemente o projeto da Woven City. A ideia é que ela seja habitada principalmente por pesquisadores. Em troca, eles terão que desenvolver tecnologias inovadoras no campo da robótica, mobilidade, construção 4.0 e casas inteligentes. A cidade terá uma área de 708.200 m², localizada na base do Monte Fuji, no Japão. A Tesla, gigante dos veículos elétricos, é outra que planeja construir não uma, mas várias cidades inteligentes nos Estados Unidos e na Europa: as TeslaCities.  

O Brasil, apesar do pioneirismo na construção de uma cidade inteligente, quando viabilizou Brasília no final dos anos 1950, atualmente não possui nenhum projeto que abranja o stricto sensu do conceito. O país tem se concentrado mais em construir bairros inteligentes. O projeto mais conhecido é o da Smart City Laguna, localizado no município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. No mundo, outras cidades inteligentes relevantes são as seguintes: Alamein New City (Egito), Cyberjaya (Malásia), Cidade Econômica do Egito (Egito), Gujarat International Finance Tec City (Índia), Iskandar Malásia (Malásia), Jazan Economic City (Arábia Saudita), Kabul New City (Afeganistão), Konza Technology City (Quênia), Lavasa (Índia), Mohammed VI Green City (Marrocos), Rawabi (Palestina), Sejong (Coreia do Sul), Songdo (Coreia do Sul), Sri City (Índia) e Tatu City (Quênia).

Matéria publicada no Massa Cinzenta