A última medição do índice que mede a variação no custo da construção civil mostrou uma aceleração nos preços do setor. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), medido pelo FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), cresceu 0,63% em janeiro, indo a 6,01% no acumulado de 12 meses. O aumento do percentual do último mês se deu já sobre um cenário de custos elevados. Em janeiro de 2025, por exemplo, a alta foi de 0,71% e o ano terminou com alta de 6,10%.
“Do ponto de vista conjuntural, o período recente pode ser interpretado como uma fase de acomodação, após choques sucessivos”, avalia a pesquisadora Ana Maria Castelo, umas das responsáveis pelo INCC no Ibre.
Um importante impulsionador do índice tem sido o grupo Mão de Obra, resultado da escassez de profissionais atuando no setor. No índice de janeiro, o grupo respondeu por mais de 1% de aumento, e no acumulado de 2025 registrou variação de 9,23%. A inflação oficial do país, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), encerrou em 4,26% no ano passado.
Estratégias para lidar com falta de mão de obra
Outra iniciativa do setor para lidar com a escassez de mão de obra tem sido no aumento da produtividade por meio da industrialização dos canteiros de obras, com maior adoção de métodos construtivos mais modernos, pré-fabricação, construção modular e uso ampliado de tecnologia e digitalização.
“Esses avanços contribuem para elevar a produtividade, reduzir a dependência de determinadas funções mais escassas e tornar o ambiente de trabalho mais eficiente, o que têm permitido manter o ritmo de expansão diante de uma demanda estruturalmente forte”, afirma Luiz França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).
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