Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Com material mais caro e atraso nas entregas, boom de reformas em casa não deve se repetir neste ano

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulou alta de 11,95% nos últimos 12 meses, o que reflete no bolso do consumidor.

- O volume de vendas de materiais de construção chegou a crescer 11%. Mas, esse percentual não vai se repetir. O ciclo de uma reforma é mais curto que o de uma edificação, então muitas já estão sendo finalizadas. Com os produtos mais caros e uma insegurança em relação à manutenção do emprego, os consumidores vão ser mais cauteloso e adiar o início de novas obras - avalia a coordenadora de Projetos de Construção do FGV IBRE, Ana Castelo.

Outro fator que pode prejudicar as vendas é o agravamento da pandemia. O economista e superintendente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Waldir Abreu, diz que a incerteza em relação a prazos de entrega faz com que os consumidores optem por não fazer reformas agora.

O engenheiro Vinícius Dias, da Base Construtora, já observou aumento nos preços de produtos essenciais. O metro cúbico da brita, que custava R$ 42 em janeiro de 2020, estava sendo vendido a R$ 65 no mesmo mês deste ano.

- Tivemos atraso de dois meses nas nossas obras porque, além de o preço estar mais alto, o que nos fez esperar para ver se conseguíamos alguma oferta, a loja não tinha pronta entrega - conta Dias.

Veja a íntegra da matéria no Jornal O Globo