Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Confiança da construção recua 1 ponto em abril

Previsivelmente, o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou: caiu 1 ponto em abril, para 92,6 pontos, registrando o menor nível desde março de 2022 (93,4 pontos). Na média móvel trimestral, o índice também apresentou queda, de 0,4 ponto.

Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações coletadas de 716 empresas entre 1º e 17 de abril. A pontuação vai de 0 a 200, denotando confiança ou otimismo a partir de 100.

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, observa que o relativo otimismo captado pela Sondagem no primeiro trimestre do ano não se sustentou. Além da já recorrente dificuldade com a falta de trabalhadores, as obras começam a sofrer os efeitos da alta dos insumos, reflexo da guerra no Oriente Médio. Os primeiros sinais já foram observados pela Sondagem de abril no quesito limitações à melhoria dos negócios, que registrou alta expressiva de assinalações dos respondentes em Custo da Matéria-Prima.

“O INCC já começou a captar os repasses anunciados pela indústria. A preocupação das empresas está relacionada ao fato de que contratos de obras de infraestrutura ou do Minha Casa, Minha Vida não têm cláusula de reajuste, podendo haver aumento de demanda de reequilíbrio econômico-financeiro de muitos contratos. A extensão do conflito pode, em última instância afetar o ritmo de obras”, destaca a economista.

Percepções pessimistas

Neste mês, a queda da confiança foi influenciada tanto pela piora sobre o momento atual quanto pela piora das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST), um dos componentes do Índice de Confiança do setor, caiu 1,7 ponto, para 91,7 pontos, menor nível desde fevereiro de 2022 (91pontos). O outro componente, o Índice de Expectativas (IECST), cedeu 0,3 ponto, atingindo os 93,7 pontos.

Os dois componentes do ISA-CST, por sua vez, apresentaram queda: o indicador de situação atual dos negócios a retraiu 1,5 ponto, alcançando 90,2 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos diminuiu 1,8 ponto, para 93,4 pontos.

Entre os componentes do IE-CST, o indicador de demanda para os próximos três meses recuou 2 pontos, chegando a 94,9 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses avançou 1,4 ponto, para 92,4 pontos.

Custo da matéria-prima

Em abril, as assinalações dos respondentes da Sondagem no quesito Custo da Matéria-Prima aumentaram 6,9 p.p. (20% das assinalações como fator limitativo aos negócios) em relação a março,(20% das assinalações como fator limitativo aos negócios), alcançando o maior patamar desde dezembro de 2022, quando o setor ainda sofria os reflexos da quebra das cadeias produtivas ocorrida durante a pandemia. A percepção de aumento dos custos dos insumos foi generalizada entre os segmentos do setor.

Capacidade instalada

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) da construção avançou 0,2 ponto percentual (p.p.), alcançando 77,8% no mês.

Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também registraram alta, de 0,5 p.p. e 0,6 p.p., alcançando 79,1% e 72,9%, respectivamente.

Matéria publicada no Sinduscon-SP
 

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