Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Construcarta Nível de Atividades: Ainda os custos

Depois de uma sequência de resultados negativos, a confiança dos empresários da construção (ICST) registrou o primeiro resultado positivo do ano. Em maio, a Sondagem da Construção do FGV IBRE apontou a melhora em todos os segmentos – Edificações, Infraestrutura e Serviços Especializados. O resultado do mês foi tímido – não reverteu os resultados negativos anteriores – e ainda indica uma percepção pessimista em relação ao ambiente de negócios. Na comparação com dezembro, o ICST apresenta queda generalizada

O aumento da confiança no mês pode ser atribuído à diminuição dos impactos da Pandemia. Houve redução significativa no quesito Covid como fator limitativo dos negócios. Por outro lado, as assinalações referentes ao custo da matéria-prima alcançaram novo recorde na pesquisa – 40% das empresas disseram que esse fator está dificultando os negócios.

De fato, os preços continuam subindo e pressionado os custos setoriais, alcançando a cada mês novos recordes.

O INCC-M de maio registrou variação mensal de 1,80%, alcançando em 12 meses alta de 14,62% – a maior taxa desde dezembro de 2003. Como tem sido recorrente desde junho de 2020, o componente Materiais e Equipamentos foi o que mais contribuiu para a alta no mês, com variação de 2,93%, o que leva a taxa acumulada em 12 meses para 32,50%. Esse é um novo recorde da série no período pós-estabilização da economia. A maior contribuição para a alta em 12 meses veio dos vergalhões, que registram taxa de 73,7%.

Vale notar que em maio, o componente mão de obra registrou aceleração, com taxa mensal de 0,99%. A elevação do mês já é decorrente dos acordos coletivos, mais concentrados no primeiro semestre. O índice ainda não captou a integralidade dos aumentos concedidos, que ainda deverá repercutir em junho. Em 12 meses, a mão de obra registra alta de 3,96%.

Com a alta do INPC em 2021, o componente referente à mão de obra deve dar uma contribuição maior na elevação dos custos setoriais em 2021.

Enfim, ainda não há indicações de melhora no cenário. O Índice de preços ao produtor (IPA) sinaliza que a elevação dos materiais deve prosseguir. Os custos continuarão subindo nos próximos meses, agora com o reforço da mão de obra.

Leia a íntegra da análise elaborada pelo FGV/Ibre para o SindusCon-SP aqui.

Matéria publicada no Sinduscon-SP