Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Geração de empregos cresce 147% na construção; saldo já é positivo em 2020

O resultado fez com que o setor atingisse saldo positivo de 8 mil empregos em 2020, mesmo diante de problemas relacionados à pandemia e à crise econômica. No mesmo período, o Brasil fechou mais de 1 milhão de vagas, tendo apenas a agropecuária como outro setor no positivo, com 86 mil empregos gerados.
Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério da Economia na última sexta-feira (21). A pesquisa também mostra uma recuperação econômica do Brasil, que após saldo de -10 mil empregos em junho, criou 131 mil postos de trabalho em julho. Foi o primeiro mês com resultado positivo desde fevereiro.

Neste cenário, o setor que mais contribuiu para a alta nacional foi o da indústria, seguido pela construção, comércio e agropecuária. Isso porque, em julho, apenas o setor de serviços apresentou saldo negativo, de quase 16 mil vagas. Vale lembrar que a construção também havia sido o segundo setor que mais criou novas vagas no mês anterior, no qual a agropecuária liderou a geração de empregos e o restante dos ramos da economia teve saldo negativo.


Elaboração: Caged 

Assim como no mês anterior, a construção civil apresentou saldo positivo em todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste, que criou 14 mil novos postos de trabalho no setor. Considerando o resultado geral, também houve mais admissões que desligamentos em todas a regiões, tendo novamente o Sudeste, polo econômico do país, como principal gerador de empregos. Ao todo, foram criadas 34 mil novas vagas na região.

Variação Salarial
Entre os cinco setores avaliados pela pesquisa, a construção civil apresentou o maior aumento no salário médio de admissão em julho, assim como havia ocorrido no mês anterior. Se em junho o valor havia chegado a R$ 1.759, com alta de 2,13%, em julho atingiu R$ 1.857, aumento de 4,87%. 

No contexto geral, variação foi positiva em 0,35%, sendo que o Brasil contou com um salário médio de admissão de R$ 1.709,71. Além da construção, somente o setor de serviços teve alta, de 1%.

Trabalho intermitente
Quanto ao trabalho intermitente, o país registrou cerca de 14 mil admissões e 7 mil desligamentos em julho, com saldo aproximado de 7 mil empregos. O resultado contou com a participação de quase 3 mil estabelecimentos contratantes. 

Nesta modalidade, todas as atividades econômicas contrataram mais do que demitiram. O setor de serviços foi quem mais abriu vagas, com mais de 3 mil postos, seguido pela construção civil, com pouco mais de mil.

Trabalho em regime parcial
Envolvendo quase 4 mil estabelecimentos contratantes, o saldo de trabalho em regime de tempo parcial no Brasil foi negativo em mais de 5 mil empregos, com resultados desfavoráveis em todos os setores. Neste quesito, a construção foi a segunda atividade que menos demitiu, com perda de 106 vagas. Em serviços, por exemplo, esse valor passou dos 3 mil empregos.

Perspectiva para a construção civil
Contente com o desempenho do setor nos últimos dois meses, o presidente do Sintracon/SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo) está confiante que neste mês de agosto a construção seguirá apresentando resultados favoráveis.

“Podemos ter um novo aumento nos empregos em razão da captação de dinheiro que as incorporadoras têm feito na Bolsa, assim como do lançamento do novo programa habitacional Casa Verde e Amarela. Ele deve dar um razoável impulso nas faixas 1,5 e 2”, afirmou à Smartus.

Matéria publicada na Smartus