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Investimento em infraestrutura atinge R$ 280 bilhões com predominância do setor privado, mostra relatório da ABDIB

Segundo a nova edição do Relatório Anual da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o investimento em infraestrutura no Brasil atingiu a marca de R$ 280 bilhões em 2025, o que representa uma alta de 3% em comparação ao ano anterior.

No entanto, o estoque de infraestrutura do país permanece em 36% do Produto Interno Bruto (PIB), nível inferior ao das principais economias globais, destaca o documento.

Atualmente, o setor privado responde por 84% desse montante, enquanto o investimento público registrou queda de 11% no período.

O setor de saneamento básico apresenta o maior crescimento setorial, com 35,7%, seguido por transporte e logística, que expandiram 12,7%.

Com isso, reduziu-se o hiato de investimento para 0,09% do PIB em 2025, devido ao avanço das concessões.

O foco das ações recai sobre a regulação da tarifa social e o enfrentamento da possível redução de 30% na disponibilidade de água nas próximas décadas em função de mudanças climáticas.

O setor portuário planeja a licitação de 41 empreendimentos entre 2025 e 2026, com foco no terminal de contêineres Tecon-10, em Santos.

As discussões centram-se na modernização do marco legal para aumentar a competitividade e a segurança jurídica das contratações.

A estratégia para o setor aeroportuário prioriza a aviação regional por meio do Programa Ampliar, que seleciona 101 terminais para receber aportes privados.

O setor enfrenta custos operacionais elevados e busca soluções para os problemas em contratos vigentes por meio de mediações consensuais.

Por sua vez, a malha de transporte sobre trilhos no Brasil soma 1.133 km em 21 sistemas urbanos.

O governo destina R$ 9,9 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de expansão e R$ 10,6 bilhões para a renovação de frotas de ônibus.

O debate sobre resíduos sólidos prioriza a sustentabilidade econômica das prefeituras para cumprir as metas do Plano Nacional.

As propostas incluem a criação de uma estrutura fiduciária em contratos como garantia contra a inadimplência pública e o incentivo ao uso de biometano e combustíveis derivados de resíduos.

A política de neoindustrialização avança com o programa Nova Indústria Brasil, que registra R$ 200 bilhões em aprovações de recursos pelo BNDES até maio de 2025.

O financiamento foca em digitalização e projetos de inovação da indústria de base.

Em infraestrutura social, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) expandem a gestão privada em escolas e hospitais nos âmbitos estadual e municipal.

Projetos em Caxias do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais exemplificam a construção e manutenção de unidades educacionais e complexos de saúde por entes privados.

Já o segmento de construção pesada lida com o aumento da demanda por serviços de engenharia e a carência de profissionais especializados no mercado.

O setor busca a adoção de tecnologias digitais e inteligência artificial para monitorar projetos e aumentar a produtividade nos canteiros de obras.

"Para manter a longevidade desse novo e próspero ciclo de investimentos que o país está vivenciando será preciso alimentar o pipeline com novos projetos", comenta Venilton Tadini, presidente-executivo da ABDIB.

"Muitos desses investimentos, intensivos em capital, não conseguirão sair do papel se não houver aportes de recursos públicos em complemento aos privados, via PPPs", acentua.

Matéria publicada na Grandes Construções
 

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