Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Para salvar a economia e os empregos, o Brasil precisa resolver logo a saúde

Desde 2018, o engenheiro Rodrigo Navarro comanda a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A entidade representa 50 empresas de 22 segmentos da construção que, em 2019, responderam por 13% (R$ 58 bilhões) de tudo o que foi produzido pela cadeia no País, o correspondente a 7% do Produto Interno Bruto. No ano passado, o ramo fechou praticamente no zero a zero, com queda de 0,3%. Para ele, foi um resultado “até positivo” em meio ao cenário da Covid-19. Já em 2021, a perspectiva é de um crescimento de 4%. A construção gera 620 mil empregos diretos. A seguir, os principais trechos da entrevista:

DINHEIRO – Qual análise o senhor pode fazer a respeito de 2020 para o setor?
RODRIGO NAVARRO –
Temos basicamente três canais de vendas: o varejo, as construtoras e as empreiteiras, responsáveis por grandes obras de infraestrutura. O varejo, nos últimos anos, tem sido um canal importantíssimo nas vendas. Com a chegada da pandemia, com muita gente em casa, em home office, começaram as melhorias nas residências, as pequenas reformas. Isso demandou muito material e ajudou a alavancar os negócios.

Os números foram satisfatórios?
Se eu puder resumir 2020 diria que foi um ano de superação. A previsão em janeiro indicava crescimento de 4%. Só que, em março, a Covid-19 se instalou. Em julho, a Fundação Getulio Vargas (FGV) revisou esse número para -7%. Diante disso, trabalhamos muito entre entidades, com os associados e com o governo federal, e encerramos o ano com esse -0,3%.

E o desempenho do mercado em 2021?
O trabalho continua, porque 2021 tem que ser para construir uma base para o crescimento sustentável que a gente estava tendo. O primeiro trimestre foi bastante positivo. Tivemos 15,6% de aumento no faturamento (na comparação com o mesmo período de 2020). A tendência é fechar o ano com 4% de crescimento ou até um pouco acima.

Acredita que o ritmo da vacinação vai definir o crescimento no Brasil nos próximos meses?
Para salvar a economia e os empregos, o Brasil precisa resolver logo a questão da saúde. Sem saúde, nada anda. O próprio ministro Paulo Guedes já afirmou que a melhor medida econômica é vacinar. E a gente precisa ter a regularidade da economia retomada para que possa gerar os empregos necessários.

Leia matéria completa da Revista IstoÉ Dinheiro neste link