Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Popular no exterior, construção ‘off-site’ ganha força no Brasil com a pandemia

Largamente utilizada no Canadá, em países europeus e no Japão, a construção “off-site” está começando a criar raízes no Brasil. O termo inglês significa “fora do terreno” – ou seja, é um método construtivo que não acontece no canteiro de obras, mas em uma fábrica.

O modelo permite que diversas etapas da construção ocorram simultaneamente, dentro de um ambiente controlado e não sujeito a intempéries, enquanto o terreno é preparado para receber o empreendimento. Funcionando sob a lógica de produção, com etapas padronizadas e parametrizadas, o método garante uma entrega em 25% do tempo necessário na construção convencional.

Durante a pandemia, a modalidade começou a ser explorada como alternativa aos hospitais de campanha. Ao longo do último ano, a construtech (como são chamadas as startups do setor de construção) Brasil ao Cubo, sediada em Tubarão (SC), entregou cinco complexos hospitalares em diferentes pontos do País no tempo recorde de 115 dias, totalizando 333 novos leitos.

Segundo o engenheiro civil Ricardo Mateus, CEO e fundador da construtech, outra vantagem da construção off-site da empresa é ela ser modular. Parte hidráulica, elétrica, cerâmica, tudo já vai pronto nos blocos, que são transportados e encaixados in loco.

Preços populares
Uma das principais construtoras do País com foco em empreendimentos econômicos, a Tenda também está apostando na construção off-site, mas para a população de baixa renda de cidades do interior. A nova fábrica de montagem da construtora vai ficar em Jaguariúna (SP) e deve ser inaugurada no segundo semestre. A ideia é atingir a capacidade produtiva de 10 mil unidades anuais até 2026.

Confira a matéria na íntegra no O Estado de S.Paulo