O Concrete Show 2026, que aconteceu de 25 a 27 de agosto, em São Paulo, reuniu cerca de 27 profissionais e mais de 450 marcas expositoras em uma área superior a 36 mil m². Foram mais de 90 horas de conteúdo técnico com 150 palestrantes e demonstrações de sistemas construtivos em escala real. Um dos destaques da 17 edição foi a pré-fabricação de concreto.
A Abcic, que é apoiadora desde a primeira edição, contou com um estande institucional, onde associados, fornecedores, engenheiros projetistas de estruturas, empresários, arquitetos, lideranças setoriais, puderam compartilhar informações, confraternizar e fazer networking. Foi uma oportunidade para divulgar as ações e iniciativas da entidade, que vêm contribuindo para o desenvolvimento sustentável da industrialização da construção e da pré-fabricação de concreto.
Já no dia 26, promoveu o seminário “O Estado da Arte da Construção Industrializada de Concreto – Casos Reais”, que reuniu um público qualificado, lotando a Arena do Conhecimento. A programação foi aberta pela engenheira Íria Doniak, presidente executiva da Abcic, que destacou a união do setor, o avanço das ações de sustentabilidade, desenvolvimento e tecnologia da Abcic e a importância de preparar a cadeia para um novo momento de desenvolvimento e crescimento. "Ao ampliar nossa atuação, estamos trabalhando para fortalecer o setor diante das transformações e novas exigências de mercado."
Na sequência João Carlos Leonardi, presidente do Conselho Estratégico, mencionou o fato de o setor de pré-fabricados de concreto viver um momento de oportunidades e as possibilidades de crescimento da industrialização. “Construtoras precisam industrializar. Precisamos nos unir e avançar para novas fronteiras, como os edifícios altos. Há trabalho para todo mundo”, disse.
Na primeira apresentação, os engenheiros José Martins Laginha Neto (GTP) e Luis André Tomazoni (Cassol/Abcic) apresentaram detalhes da modernização do Estádio do Pacaembu, que exigiu precisão para preservar a geometria de uma estrutura construída em 1940. O uso de BIM, gabaritos metálicos e soluções específicas permitiu fabricar e montar 130 vigas jacaré, todas com diferentes configurações, sem necessidade de retrabalho. O case mostrou como a pré-fabricação de concreto pode ser aplicada em projetos de alta complexidade e customização.
O engenheiro Marcelo Cuadrado (Leonardi) abordou o case do condomínio residencial Boulevard Alti, com seis torres residenciais em construção em Santana do Parnaíba, que combinou soluções estruturais e arquitetônicas específicas, evidenciando o potencial da industrialização de concreto para atender edifícios altos. Ele ainda fez um histórico do uso da pré-fabricação de concreto em edifícios residenciais e comerciais.
Já os engenheiros Ivan Ribeiro Pereira (Tranenge) e Mauro Lemos de Faria (Enescil) mostraram como a industrialização em concreto pode ampliar a escala e a produtividade em obras de infraestrutura de grande porte. A duplicação da maior ponte do Estado de São Paulo, a Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, com 2.414 metros de extensão, utilizou 208 vigas pré-moldadas e 11.855 pré-lajes, além de vigas transversais e outros elementos industrializados. A produção próxima ao canteiro, o planejamento e a adoção da pré-tração permitiram organizar a execução em ritmo acelerado, contribuindo para que a obra alcançasse etapas importantes antes dos prazos previstos.
Para falar sobre como o lean pode ampliar a competitividade da construção industrializada, o engenheiro Flávio Augusto Picchi (Lean Instituto Brasil) explanou sobre o convênio entre a Abcic e o Instituto para o desenvolvimento de uma jornada específica para empresas do setor, por meio da criação de um programa customizado para atender as demandas, que conta com duas jornadas direcionadas à organização e às pessoas.
O Seminário da Abcic contou com o patrocínio da ArcelorMittal, Belgo Arames, Cassol, Leonardi e Tranenge.
A matéria completa sobre o Concrete Show será publicada na edição 39 da Revista Industrializar em Concreto