Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Relatório sobre insumos básicos para construção é apresentado na FIESP

Em reunião plenária da diretoria do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada no dia 06 de novembro, conduzida pelo diretor titular adjunto, Sérgio Henrique Cançado, foi apresentado um estudo sobre matérias-primas para o setor da construção, elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec/Fiesp).

Renato Corona, gerente do Decomtec, ao introduzir o estudo, reforçou que se trata de um trabalho técnico, baseado em dados estatísticos de fontes oficiais e que mostram a conjuntura atual do setor. Salientou que os dados conjunturais não devem ser base para tomada de decisões estruturais ou alterações em políticas públicas, que estão sendo monitoradas pela Fiesp.

Na sequência, Albino Colantuono, especialista do Decomtec e responsável pela condução do estudo, detalhou o cenário dos insumos básicos da indústria da construção, que representam cerca de 60% desse universo. Informou que o estudo se limita aos principais CNAEs dos grandes grupos dos produtos – Aço; Cimento; Produtos Cerâmicos; Tubos e Acessórios de Materiais Plásticos; Tintas e Vernizes; e Alumínio.

Ao comentar sobre a questão do desabastecimento, reforçou que de maneira geral, é reflexo da retomada da demanda, em “V”, que foi muito rápida, superando as expectativas dos fabricantes de materiais de construção, que necessitam de tempo e investimentos para retomada da capacidade produtiva. Houve um descompasso entre oferta e demanda. Questão reforçada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Rodrigo Navarro, que destacou o impacto negativo causado pela pandemia da Covid-19, em especial na expectativa dos empresários, mas afirmou que o segmento está estruturado e atacando a questão do desabastecimento.

Com relação ao preços dos materiais e componentes para construção, que no período de janeiro a setembro de 2020, apresentaram um aumento médio de 12,7% (fonte: IPA/FGV), Albino disse que embora a situação varie conforme o insumo analisado, os elementos que mais têm afetando são a redução da demanda, desvalorização cambial, forte retomada da economia chinesa, descompasso entre oferta e demanda e o canal de aquisição dos materiais.

O estudo estima que a regularização da oferta deverá acontecer até o início do próximo ano e apresenta uma tendência de novos reajustes em determinados insumos, conforme fontes ouvidas de diversos setores.

Outro assunto que pautou a reunião, foi a evolução dos indicadores da cadeia produtiva da construção, apresentado por Fernando Garcia, consultor econômico, que falou sobre o impacto da pandemia, que causou o fechamento de 12 milhões de vagas no país, entre fevereiro e agosto de 2020. Somente na construção civil, foram 1,2 milhões (fonte: IBGE). Já as construtoras, mercado imobiliário, apresentaram no acumulado do ano, saldo positivo de 1,5% no número de pessoas ocupadas (fonte: ME).

Sobre a evolução desse segmento, foi observado um aumento de 9,7% no número de unidades habitacionais financiadas em 2020, em relação ao ano anterior (fonte: ABECIP, MDR e CEF). Na cidade de São Paulo, houve um aumento de 17,1% no número de unidades habitacionais vendidas, no comparativo de agosto de 2020 com o mesmo mês do ano anterior (fonte: EMBRAESP).

Matéria publicada na FIESP