Associação Brasileira da Construção

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Como lidar com os impactos do coronavírus na construção

A arma mais eficiente contra o contágio pelo novo Coronavírus é a informação. Por isso, reunimos nesta página o máximo de orientações sobre o vírus, a doença e o que tem sido feito para minimizar seus impactos na sociedade.

Coletamos as informações a partir de fontes oficiais, como a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, além de entidades da construção civil. Com isso, nossa intenção é eliminar dúvidas que possam surgir devido ao grande volume de informações que vem sendo disseminadas na internet.

Aqui você verá informações específicas sobre o que é recomendado fazer em empresas de construção para evitar o contágio pelo Coronavírus. Antes, no entanto, vamos explicar o que é o vírus, de onde surgiu, qual doença que ele causa, dentre outros pontos relacionados à pandemia que vivemos.

Boa leitura!

O que é o Coronavírus?

Coronavírus é o nome de uma família viral de vírus da qual o vírus responsável pela pandemia atual faz parte. Assim, Coronavírus não é exatamente o nome do vírus. Coronavírus - ou CoV - é o nome da família viral da qual ele faz parte.

O vírus responsável pela pandemia atual (2020) de COVID-19 é o SARS-CoV-2.

Esta família de vírus é conhecida desde 1937 e ganhou esse nome na década de 1960, quando observações em microscópio mostraram que seu perfil é similar a uma coroa.

A maior parte das pessoas é infectada por coronavírus comuns ao longo da vida. Os efeitos da contaminação são, em geral, similares ao de um resfriado comum. Ou seja, dificuldades respiratórias leves a moderadas.

Os tipos mais comuns de Coronavírus são: alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1. Eles costumam acometer, principalmente, crianças pequenas.

Entretanto, há Coronavírus responsáveis por doenças mais agressivas. Nesses casos, podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.

Esta é a situação que vemos agora e é o caso, por exemplo, do SARS, cuja epidemia acometeu o planeta entre 2002 e 2003. SARS é a sigla para Severe Acute Respiratory Syndrome, ou Síndrome Respiratória Severa e Aguda. O vírus causador foi batizado de SARS-CoV.

Assim como o atual Coronavírus, ele se disseminou a partir da China para doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. Mais de 8 mil pessoas foram infectadas pelo SARS, com pelo menos 800 mortes. A epidemia global de SARS foi controlada em 2003 e desde 2004 nenhum caso tem sido relatado mundialmente.

Por que COVID-19?

COVID é a sigla criada a partir dos prefixos das palavras corona, vírus e doença (disease, em inglês). E o número 19 é em referência ao ano de 2019, quando a doença começou a se manifestar na China.

Lembra do que falamos sobre o SARS-CoV ali em cima? O vírus responsável pela pandemia atual foi batizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como SARS-CoV-2 em 11 de fevereiro de 2020. Mais precisamente de Coronavírus da Síndrome Respiratória Severa e Aguda 2.

A doença que o SARS-CoV-2 causa foi batizada pela entidade de Doença do Coronavírus, ou Coronavírus Disease, em inglês. A junção dos prefixos das palavras corona, vírus e disease levou ao nome COVID.

Por que 19? Porque os primeiros relatos da doença surgiram em 2019. Tanto que, inicialmente, o agente causador era chamado de 2019 novel coronavirus.

Uma pergunta que pode surgir nesse momento é: se ambos os vírus foram batizados de SARS, por que este nome não tem sido usado?

Primeiro porque, embora os vírus compartilhem similaridades genéticas, eles são agentes diferentes, salienta a OMS. A entidade vai além:

"A partir da perspectiva da comunicação de risco, usar o nome SARS poderia levar à geração de medo desnecessário em algumas populações, especialmente na Ásia, que foi a principal afetada pelo surto de SARS em 2003. Por este e outros motivos, a OMS passou a se referir ao vírus como “o vírus responsável pela COVID-19” ou “vírus COVID-19” ao se comunicar com o público."

Coronavírus: China é a provável origem do vírus

De acordo com a OMS, os Coronavírus são zoonóticos. Isso significa que são transmitidos entre diferentes espécies de animais, como seres humanos e gatos de civeta, por exemplo. Este foi, possivelmente, o caso da SARS. Já a transmissão da MERS-CoV - outra doença causada por Coronavírus e que acometeu o Oriente Médio em 2012 -, por exemplo, parece ter se dado entre camelos e humanos.

A entidade afirma que diversos tipos de coronavírus circulam entre os animais sem infectar, ainda, os humanos.

No caso específico do SARS-CoV-2, que causa a COVID-19, as primeiras aparições se deram na cidade de Wuhan, capital da China central. A origem precisa, no entanto, ainda não foi rastreada.

Há indícios que apontam relação do SARS-CoV-2 com morcegos e pangolins, ambos mamíferos. Mas é possível que o vírus tenha se desenvolvido a partir de mutações ocorridas em humanos.

É certo, porém, que a origem do vírus é natural. Ou seja, que não houve manipulação genética para a criação do SARS-CoV-2 em laboratório. Dois fatos apontam para isso.

1.    1Sua estrutura central é distinta de outros vírus. A manipulação em laboratório seria feita, provavelmente, a partir de um vírus com efeitos já conhecidos
2.    2Seu domínio de ligação ao receptor (RBD, na sigla em inglês) apresenta alta afinidade com as células receptoras humanas. Por isso sua transmissão é altamente eficiente

Sintomas Coronavírus (COVID-19)

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são: febre, cansaço e tosse seca. Em alguns casos os pacientes apresentam dor, congestão nasal, coriza, dor de garganta ou diarreia. Além disso, dentre seis pessoas, uma apresenta dificuldade para respirar. Outras, por sua vez, não têm sintoma nenhum.

Grupo de risco: pessoas mais velhas e que tenham doenças como pressão alta, diabetes e problemas cardiovasculares apresentam mais chance de evoluir para um quadro grave da doença.

A maior parte dos pacientes - cerca de 80% - se recupera sem necessidade de tratamento especial. Muitas pessoas que foram contagiadas pelo vírus são assintomáticas.

Como o Coronavírus é transmitido

Ainda não está claro para as autoridades de saúde qual é a facilidade com que o vírus passa de pessoa para pessoa. O que se sabe é que o contágio se dá pelo ar ou contato com secreções contaminadas.
Formas de contágio por Coronavírus:
•    Gotículas de saliva;
•    Espirro;
•    Tosse;
•    Catarro;
•    Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
•    Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Período de incubação do Coronavírus
O período de incubação do Coronavírus (SARS-CoV-2) varia entre 2 a 14 dias.
O período de transmissibilidade do novo Coronavírus ainda é desconhecido, mas, de modo geral, a transmissão se dá enquanto durarem os sintomas. No entanto, não há informações conclusivas sobre a transmissibilidade em casos assintomáticos.

Como reduzir o risco de contágio por Coronavírus
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene. Dentre elas, lavar bem as mãos, incluindo dedos, unhas, punho, palma e dorso, com água e sabão.

O uso do álcool gel também é indicado para higienizar as mãos e também para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, dentre outros.

Para a limpeza doméstica e desinfecção de superfícies, o recomendável é usar os produtos usuais, com preferência ao uso de água sanitária. Sempre em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água.

Ao tossir ou espirrar, a recomendação é usar lenço descartável. Evite tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Para higienizar louças e roupas, basta usar detergentes próprios para cada um dos casos. Caso as roupas sejam de pessoas infectadas, o ideal é que a higienização seja feita à parte. Quando não for possível fazer a lavagem imediatamente, armazene as roupas sacos plásticos até lavar.

O uso de máscaras faciais descartáveis é recomendado para profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães amamentando e pessoas diagnosticadas com o coronavírus.

O Ministério recomenda a compra antecipada de medicamentos para redução da febre, controle da tosse, como xaropes e pastilhas, além de medicamentos de uso contínuo.

Da mesma maneira, o Ministério recomenda a compra de produtos de higiene como medida de prevenção. Para crianças, recomenda-se a compra de fraldas e demais produtos em maior quantidade para evitar aglomerações em supermercados e farmácias.

•    Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
•    Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.
•    Evite aglomerações se estiver doente.
•    Mantenha os ambientes bem ventilados.
•    Não compartilhe objetos pessoais.

Por que a COVID-19 não pode ser considerada apenas uma gripe comum?

Uma das maneiras de responder a esta pergunta é comparando a letalidade das doenças.

Na média, a taxa de mortalidade da COVID-19 é de 3,74%. É uma média menor que a da SARS (8%). No entanto, é parecida com a da dengue (3,8%) e quase 2.800 vezes maior do que a da gripe comum (0,13%). É, ainda, 1.770 vezes maior do que a da gripe H1N1, que ficou conhecida por volta de 2010 como gripe suína (0,2%).

A MERS, também causada por um Coronavírus, apresentou taxa de mortalidade de 34%.

O que preocupa os especialistas em infectologia em casos como esse, no entanto, é a curva exponencial de contágio. Quando a doença surgiu, em Wuhan, não se sabia muito bem o que era ou como se comportava. Logo, nenhuma medida de distanciamento social foi tomada. O resultado foi um contágio exponencial.
Ao aplicar a taxa de 3,74% em uma população como a da China, que tem 1,386 bilhão de pessoas, dá pra ter uma ideia do tamanho do problema. Tanto é que o gigante asiático contabiliza mais de 80 mil casos e 3,2 mil mortes. Algo semelhante ocorreu na Itália, que registrou 2,9 mil mortes em cerca de 35 mil casos.

O Washington Post fez algumas simulações de contágio que mostram o que acontece na prática em casos como esses. Eles mostram que, quando não medidas de restrição à circulação de pessoas, a doença se espalha rapidamente e satura o sistema de saúde. Logo, mais pessoas morrem e a população em geral fica ainda mais exposta ao vírus.

Por isso, é preciso promover o distanciamento social, a chamada quarentena. Dessa maneira, ocorre o chamado achatamento da curva de contágio. Ou seja, há uma distribuição dos casos no tempo, reduzindo os contágios e, consequentemente, aliviando a o sistema de saúde. Logo, menos mortes acontecem.


 

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51850382

O Japão promoveu medidas de contingenciamento da transmissão por meio de distanciamento social voluntário da população. Como resultado, a COVID-19 acometeu uma pessoa a cada 480 no país, com uma média de apenas nove novos casos por dia entre 16 de janeiro a 9 de março.

Onde buscar informações sobre a COVID-19
A qualquer momento, é preciso muito cuidado com informações falsas ou equivocadas. Em tempos de pandemia global como a que estamos vivendo, a informação correta pode ser, literalmente, a diferença entre a vida e a morte.

Por isso, concentre a busca de informações sobre o Coronavírus em fontes confiáveis, com preferência para:
•    Ministério da Saúde: coronavirus.saude.gov.br
•    Organização Mundial da Saúde: who.int
 

Coronavírus no Brasil

O primeiro caso de contágio pelo novo Coronavírus no Brasil foi registrado em 26 de fevereiro de 2020. A primeira morte decorrente da COVID-19 foi registrada em 17 de março. Ambos os casos aconteceram no Estado de São Paulo.

Em 20 de março, as Secretarias Estaduais de Saúde já registravam 961 infectados em 23 Estados, além do Distrito Federal. Na data também já eram 11 as mortes registradas, sendo 9 no Estado de São Paulo.

O ritmo de contágio no Brasil se apresenta muito similar ao registrado na Itália, conforme o Observatório Covid-19 BR. O Observatório é formado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade de Berkley (nos Estados Unidos) e Universidade de Oldenburg (na Alemanha).

Especialmente na semana iniciada em 16 de março ações de isolamento social começaram a ser tomadas no País. Além do cancelamento em massa de eventos de todos os tipos, as empresas começaram a adotar a política de home office. O entendimento é que atitudes como estas ajudam a reduzir o ritmo de contágio e, dessa maneira, evitar a sobrecarga no sistema de saúde.

No dia 20 de março, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a expectativa é que os casos no Brasil disparem entre os meses de abril a junho. É para este período que o Governo espera uma demanda bastante acentuada e acelerada por leitos de hospital.

De acordo com Mandetta, o ritmo de infecção deve começar a cair apenas a partir de julho, com redução de ocorrências em agosto.

Como proteger sua empresa e sua obra do Coronavírus

O Sienge criou um kit completo de informações sobre o Coronavírus, incluindo cartazes informativos para serem afixados em escritórios e canteiros de obras. O material foi desenvolvido com base na recomendação das autoridades de saúde brasileiras e é distribuído gratuitamente.

O Kit de Prevenção ao Coronavírus conta com:
•    5 Cartazes para impressão e distribuição no escritório e obra;
•    Modelo de Política de crise de simples edição para compartilhar com funcionários, fornecedores e clientes;
•    Sequência de imagens para publicar nas redes sociais;
•    Checklist de Boas práticas para construtoras e incorporadoras em tempos de coronavírus, criado com apoio de clientes Sienge.

É importante lembrar que essas boas práticas devem ser seguidas num momento atípico como o atual, mas não devem ser nunca abandonadas. Afinal, auxiliar na prevenção de doenças é obrigação de todos.

A construção civil pode, inclusive, auxiliar na redução de casos de doenças como dengue, zika e febre amarela. Confira como com o Kit de Combate à Dengue do Sienge.

Impactos na Construção

Para ajudar seus clientes a se manterem ativos e produtivos neste momento, o Sienge criou uma política especial de acesso. Clientes da plataforma na modalidade datacenter estão usufruindo de mais usuários de maneira gratuita. Dessa maneira, os colaboradores dos clientes podem trabalhar remotamente com mais facilidade.
De qualquer maneira, ainda não é possível calcular quais serão os impactos da pandemia no mercado imobiliário. Há incorporadoras adiando lançamentos de imóveis devido às incertezas causadas pela pandemia.

Além de postergar obras, adiar lançamentos apresenta um custo que é relativamente significativo para as construtoras. Afinal, já foram realizados os custos com terreno e aprovação do projeto. Dessa maneira, analistas econômicos têm sido cautelosos ao recomendar o investimento em ações de construtoras.

Outro impacto negativo tem sido sentido pelos fundos imobiliários. Alguns deles, diante da pandemia, cortaram a distribuição de dividendos e suspenderam captações. Dentre os motivos apontados estão o receio do impacto nos aluguéis.

É o caso de alguns fundos de shopping, por exemplo, Com a determinação de fechamento, cerca de 95% dos shoppings brasileiros estão fechados. Espera-se, portanto, que haja impacto no pagamento dos aluguéis das lojas, com reflexos na distribuição de dividendos entre os acionistas.

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) fez uma transmissão ao vivo no dia 23 de março para falar sobre a crise causada pelo coronavírus. A conversa teve como mediador o presidente da CBIC, José Carlos Martins. Participaram do bate papo representantes da entidade e também da Caixa.

Matéria publicada na plataforma Sienge