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Concessão da Dutra é tema de apresentação na Fiesp

Crédito foto: FIESP

No dia 13 de fevereiro, a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) promoveu uma reunião com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para falar sobre o modelo de concessão da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), uma das principais ligações rodoviárias do país. A Abcic esteve presente no encontro, por meio da participação do Conselheiro do Conselho Estratégico, Antonoaldo Trancoso das Neves.

Com o iminente vencimento do atual contrato de administração da rodovia, que possui 402 km de extensão e cruza 34 municípios da região Sudeste, Tarcísio e sua equipe propuseram um novo projeto de concessão que deve amparar a Rodovia Rio-Santos e inaugurar o modelo de free flow no Brasil. “Há necessidade de fazer investimentos na Rio-Santos, mas não temos condições”, admitiu o ministro. “O usuário da Dutra vai pagar pela Rio-Santos porque é a lógica distributiva. Uma concessão lá não fica de pé sozinha, e aquela é uma região que tem um enorme potencial turístico e econômico”, acrescentou.

Às críticas feitas à adoção do modelo de free flow e à cobrança de pedágio entre São Paulo e Guarulhos, o ministro foi incisivo: usuários que optarem pelas vias marginais da rodovia não arcarão com esse custo, e aqueles que escolherem a via expressa da BR-116 arcarão com tarifa menor, proporcional ao trecho percorrido. Independentemente do modal escolhido, a viagem de todos os usuários ficará mais curta.

“Queremos oferecer uma rodovia com excelente nível de serviço e conciliar isso com a tarifa, e para isso, temos de chegar a uma equação que maximize os resultados”, disse Tarcísio. “Quem optar pelo free flow vai pagar R$ 0,15 por quilômetro, ou seja, R$1,90 por todo o percurso, e vai levar apenas 18 minutos para chegar ao destino”, explicou.

A duração do trajeto daqueles que optarem pela via marginal deverá cair para 15 minutos. Hoje, o percurso entre Guarulhos e São Paulo é de 37 minutos. Com a implantação do free flow, esse tempo deverá cair para 22 minutos.

Além de diminuir o tempo dos motoristas no tráfego entre as duas cidades, o investimento de R$ 32 bilhões na concessão da BR-116 prevê duplicações de vias, iluminação dos mais de 400 km da rodovia com lâmpadas de LED e a solução dos problemas de drenagem existentes na altura de Guarulhos.

Apesar de estar certo sobre o sucesso do projeto, o ministro reconheceu a importância do envolvimento de autoridades e empresários locais no desenho do modelo de concessão e nos processos de tomada de decisão. Ele elogiou a oportunidade proporcionada pela Fiesp e se comprometeu a avaliar com cuidado as sugestões feitas por todos aqueles afetados pelo projeto.

Com informações do Agência Indusnet Fiesp