O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou de 0,77% em maio para 0,85% em junho, impulsionado principalmente pela alta da mão de obra, segundo análise do ConstruCarta. Enquanto o grupo Materiais e Equipamentos desacelerou, passando de 1,08% para 0,86%, o componente Mão de Obra avançou de 0,43% para 0,91%, refletindo os efeitos do acordo coletivo firmado em São Paulo. Já o grupo Serviços registrou alta mais moderada, de 0,28%.
Nos últimos 12 meses, os custos de Materiais e Equipamentos acumulam alta de 6,56%, acima do registrado no mesmo período do ano anterior, e a expectativa é de que o índice encerre 2026 acima de 7%, mesmo com uma desaceleração no segundo semestre. Já a mão de obra acumula elevação de 7,12% em 12 meses, embora em ritmo inferior ao observado até junho de 2025.
A Sondagem da Construção do FGV Ibre indica que a pressão dos custos de matérias-primas vem diminuindo, mas a escassez de mão de obra qualificada continua sendo o principal desafio para as empresas. Apesar da queda na confiança do setor, os empresários mantêm a expectativa de ampliar as contratações nos próximos meses.
Matéria na íntegra está publicada no Sinduscon-SP