Associação Brasileira da Construção

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Evento discute produtividade e crescimento no Brasil

Crédito: Washington Costa - SEPEC/ME

O ministro Paulo Guedes, da Economia, abriu os debates do evento Produtividade e Crescimento Econômico no Brasil, resultado de uma parceria entre o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Ministério da Economia, promovido no dia 29 de maio, em Brasília. A Abcic foi convidada e participou do encontro, por meio da presença do membro do Conselho Estratégico, Carlos Gennari.

“Estamos presentes, especialmente, em eventos cujo enfoque é a produtividade. Ter a possibilidade de entender os contextos do desenvolvimento do atual governo é de fundamental importância, pois temos soluções para a construção civil e nosso intuito é poder contribuir sempre. Aliada a esta questão, há uma interface na qual não será possível no setor um aumento de produtividade sem uma política de industrialização da construção civil”, destacou Gennari
 
Guedes apresentou alguns dos itens prioritários da agenda microeconômica do país para os próximos anos, entre eles a desburocratização e a melhoria das condições institucionais para as empresas, além de incentivos à produtividade para gerar competitividade. “Os desafios são muitos, mas estamos trabalhando forte nesse sentido”, resumiu.

Durante o evento, o executivo-principal da Vice-Presidência do CAF, Guillermo Alves trouxe informações sobre relatório RED 2018 – Instituições para a Produtividade, que mostra os problemas de competitividade na região e os impactos na produtividade dos países. De acordo com o documento, os baixos níveis de renda per capita dos países da América Latina têm como principal responsável a sua baixa produtividade. “E as raízes do problema de desenvolvimento da região são profundas e penetram, transversalmente, todo o tecido produtivo”, aponta o texto.

Para soluciona-los, é indispensável incrementar as capacidades das agências de defesa da competitividade, reduzir as barreiras para a criação de novas empresas e aprofundar o comércio internacional e a integração regional, que ainda se encontram limitados por barreiras tarifárias e logísticas.

O painel “Como elevar a produtividade no Brasil?, coordenado pelo vice-presidente do Setor Privado do CAF, Jorge Arbache, envolveu temas como a troca de experiência de países que conseguiram melhorar suas condições de produtividade e qual o sequenciamento de reformas necessárias de forma a criar sinergias para ultrapassar a barreira do tempo e chegar a um resultado positivo para melhorar a competitividade. 

O secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, destacou a importância de os países enfatizarem sua força motriz de crescimento no Comércio Exterior. Já secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, Diogo Mac Cord, ressaltou que enquanto o estoque de infraestrutura no Brasil é de 5 mil dólares por habitante, no Japão esse indicador ultrapassa os 40 mil dólares. Por fim, o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, Caio Megale, destacou o “Brasil Mais Produtivo”, que promove melhorias em empresas brasileiras com foco em ferramentas e metodologias de manufatura enxuta. O programa já atendeu mais de 3 mil empresas no país, registrando aumento médio de produtividade de 52%. 

O painel contou com a participação do CEO da 3M no Brasil, Marc Copman. “Se percebermos possibilidades de que o país vai crescer, nós, do setor privado, vamos investir. Não precisamos de mais recursos, mas sim de um ambiente que nos possibilite crescer mais rapidamente, com melhores condições de transparência, simplificação e uma cadeia mais competitiva”, afirmou.

- Com informações do CAF e do Ministério da Economia