Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

PIB do setor de incorporações e edificações acumula perdas de 37,7% sobre 2014

FATURAMENTO

Em 2019, o faturamento bruto do setor de incorporações e edificações atingiu a cifra de R$ 136,152 bilhões, estimativamente. Esse valor marca uma recuperação de 4,1% em termos nominais frente aos dados de 2018, quando o setor faturou R$ 130,828 bilhões. O valor segue distante do recorde de faturamento obtido em 2014, quando as receitas alcançaram R$ 173,360 bilhões.

Faturamento do setor de incorporações e edificações, Brasil, em R$ milhões a preços correntes e constantes

 

(a) Preços correntes

(b) Preços constantes de 2017

Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica, com base em dados do IBGE e Ministério da Economia. Dados de 2018 e 2019 são estimativas.

Em termos reais, o faturamento bruto do setor de incorporações e edificações apresentou estabilidade em 2019, comparado ao ano anterior. O montante segue no patamar experimentado em 2009, acumulando retração real de 39,6% desde 2014, ano recorde de receitas em termos reais.

PIB

O PIB, ou valor adicionado, é definido como a diferença entre o valor da produção (que é aproximadamente a receita líquida) e o consumo intermediário (que é a soma de despesas com fornecedores de matérias primas e serviços). Esse valor atingiu a cifra de R$ 63,279 bilhões em 2019, ano que marca uma recuperação em termos nominais, mas queda em termos reais frente aos dados de 2018. Com esse resultado, o PIB do setor acumula perdas reais de 37,7% desde 2014.

PIB do setor de incorporações e edificações, Brasil, em R$ milhões a preços correntes e constantes

(a) Preços correntes

(b) Preços constantes de 2017

Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica, com base em dados do IBGE e Ministério da Economia. Dados de 2018 e 2019 são estimativas.

 

OCUPAÇÃO

O número médio de pessoas ocupadas no setor em 2019 foi de aproximadamente 845 mil. O valor foi 0,4% maior que o de pessoas ocupadas em 2018 e 35,3% inferior aos 1,306 milhão de empregados em 2013. Como a queda da ocupação foi maior que a do PIB, houve ligeiro aumento da produtividade da mão de obra. Na comparação entre os dados de 2019 e 2013, a queda da produtividade foi de 0,6%. Entre 2007 e 2013, período de forte expansão da produção de materiais de construção, a produtividade da mão de obra havia crescido no ritmo de 0,6% ao ano nesse setor.

Pessoas ocupadas no setor de incorporações e edificações, Brasil, média no ano

 

Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica, com base em dados do IBGE e Ministério da Economia. Dados de 2018 e 2019 são estimativas.

Matéria publicada no Observatório da Construção